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Conheça os requisitos da Norma de Desempenho para os sistemas hidrossanitários

sexta e última parte da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575-6:2013), que trata dos sistemas hidrossanitários, lista os requisitos para os sistemas prediais de água fria e de água quente, de esgoto sanitário e ventilação, além dos sistemas prediais de águas pluviais. Para a engenheira Vera Hachich, sócia-gerente da Tesis e relatora do grupo de trabalho dessa parte da norma, os maiores esforços das construtoras e dos projetistas para atender aos requisitos de desempenho serão quanto à análise dos projetos. Essa análise deverá prever que o sistema hidrossanitário e seus componentes consigam atender aos critérios de desempenho e de durabilidade.

 

Será necessário, também, detalhar no manual do usuário da edificação alguns pontos novos, como orientações para substituição dos componentes dos sistemas, previsão das manutenções periódicas e a forma como elas serão feitas. Vera destaca que, para a aquisição dos produtos que compõem os sistemas, devem ser utilizados aqueles que comprovadamente atendem às normas prescritivas específicas, que já existiam antes da exigibilidade da norma de desempenho. “Para checar a conformidade, pode ser consultado o site do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) para cada produto-alvo e, assim, é possível selecionar o fornecedor qualificado de maior conveniência”, afirma. Critérios como avaliação da durabilidade de PVC exposto à radiação solar, por exemplo, já constam na norma de produtos, pois foram discutidos nos programas setoriais e, portanto, já estão de acordo com as normas internacionais e com a norma de desempenho.

 

A Norma de Desempenho contempla dois pontos a respeito dos produtos hidrossanitários que não eram considerados nas normas já existentes, prescritivas: a vida útil e o desempenho acústico. “Já as demais considerações da norma de desempenho não são novas, mas se dá outro enfoque para o sistema”, diz Vera. O novo enfoque trata da interação dos sistemas hidrossanitários com os demais sistemas do edifício, como a estrutura, as vedações, os pisos e as coberturas.

 

A norma também traz algumas considerações de recomendação, como o uso de aparelhos economizadores de água (torneiras com crivos ou com fechamento automático, por exemplo). Também se recomenda que as instalações hidrossanitárias privilegiem soluções que minimizem o consumo de água e possibilitem o seu reúso, reduzindo a demanda e minimizando o volume de esgoto.

 

Vida útil e desempenho acústico
O atendimento à vida útil é indicado, na verdade, na primeira parte da Norma de Desempenho. “Pela complexidade e variedade dos componentes que constituem o sistema hidrossanitário, deve-se considerar que esses componentes podem apresentar vida útil menor do que aquelas estabelecidas para o sistema hidrossanitário como um todo”, alerta Vera. “E, como a vida útil também é função da agressividade do meio ambiente, das características intrínsecas dos materiais e das formas de uso, o projeto deve fazer constar o prazo de substituição de peças ou produtos e manutenções periódicas pertinentes”, diz.

 

Muitos dos componentes dos sistemas hidrossanitários, alvos de Programas Setoriais da Qualidade, já trabalham com o conceito de vida útil em suas normas prescritivas. Segundo Vera, esses programas estão preparando manuais que tratam de questões relativas à instalação, periodicidade e formas de manutenção, operação e limpeza para que os produtos qualificados possam atender à Vida Útil de Projeto (VUP) indicada na Norma de Desempenho. Essa vida útil pode atender a requisitos mínimos ou superiores, conforme estipulados pela norma. Tubulações e demais componentes (como registros e válvulas) para instalações hidrossanitárias e de águas pluviais devem ter vida útil de projeto mínima de 20 anos – ou 30 anos para padrão superior. Reservatórios de água que não sejam facilmente substituíveis devem ter VUP mínima de 13 anos (20 no padrão superior) e aqueles facilmente substituíveis, aparentes, devem ter vida útil de oito anos, no mínimo (ou 12 no padrão superior).

 

Foto: Marcelo Scandaroli

 

A vida útil do sistema hidrossanitário é menor do que a do sistema estrutural e das vedações verticais externas e, por isso, é passível de substituição em número maior de vezes
Vera Hachich, sócia-gerente da Tesis e relatora do grupo de trabalho de sistemas hidrossanitários da Norma de Desempenho

 

Quanto à acústica dos sistemas hidrossanitários, ela é discutida na Norma de Desempenho ainda em caráter informativo. Ou seja, são indicadas formas de medir os impactos sonoros do funcionamento dos equipamentos hidráulicos (como bombas, sistemas de descarga, torneiras etc.), mas não há exigibilidade de desempenho acústico. Dessa forma, acredita Vera, o mercado poderá utilizar as orientações como ferramentas para aprimorar os equipamentos e avaliar o seu desempenho acústico. Para a realização dos ensaios de acústica, o ciclo de operação do produto deve atender aos critérios especificados na norma brasileira, como vazão mínima e máxima de operação, pressão hidrostática ou dinâmica mínima e máxima, tempo de acionamento etc.

 

Fabricação, instalação e custos
Não são previstos impactos relevantes nos custos de produção dos sistemas hidrossanitários, pois, segundo Vera Hachich, a maioria dos componentes hidrossanitários já vinha trabalhando com os conceitos de vida útil. Ela também afirma que não será necessário alterar formas de instalação em sistemas tradicionais.

 

Já no caso de sistemas construtivos inovadores, a concepção de instalações hidrossanitárias aparentes (ou que possibilitem manutenção e substituição de componentes de forma a manter a integridade dos subsistemas) deverá ser objeto de análise e estudos. “A vida útil do sistema hidrossanitário é menor do que a do sistema estrutural e das vedações verticais externas e, por isso, é passível de substituição em número maior de vezes do que esses sistemas”, alerta Vera. A substituição será uma demanda que precisará ser sempre observada e atendida para cumprir os requisitos de vida útil da NBR 15.575. A engenheira afirma que o setor deverá realizar constantes revisões normativas de seus produtos para que possa prever ensaios de envelhecimento que simulem as condições de uso mais frequentes.

 

Ensaios
Já existe um conjunto de ensaios que contempla as principais questões levantadas pela Norma de Desempenho. A gerente de marketing de produto da Docol, Daniele Angeli Yokoyama, afirma que as avaliações dos requisitos já praticadas na empresa serão mantidas para atender aos requisitos da norma de desempenho.

 

Para a verificação do desempenho acústico, entretanto, deverá ser feito um amplo estudo de métodos de ensaio e análise de resultados para possibilitar a medição. “Essa metodologia deve buscar a medição objetiva do impacto do ruído gerado na operação dos equipamentos hidrossanitários”, diz Vera.

 

Outro ensaio importante para os sistemas hidrossanitários é o de deformação sob a ação da água. Nele, submete-se um reservatório poliolefínico a uma temperatura de 50ºC durante 48 horas. Com isso, verifica-se se houve deformação do corpo do reservatório, o que pode gerar tensões, rupturas e problemas de encaixe da tampa ao corpo.

A cada edição, Construção Mercado tratou de cada uma das seis partes da Norma de Desempenho de Edificações (NBR 15.575). Para conhecer as outras partes da norma, consulte as edições anteriores.

Thomas, der auch als lebensfrohe und https://best-ghostwriter.com unkonventionelle künstlernatur bekannt war, starb mit nur 39 jahren auf seiner vierten reise in die usa
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