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Volvo Ocean Race – Barco Groupama chega a Itajaí

Depois de 23 dias e com o mastro quebrado, o Groupama finalmente chegou a Itajaí e se juntou ao Puma e Telefónica. A aventura mais desgastante da edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race foi classificada como “a mais difícil da história” pelo comandante Franck Cammas.

O primeiro procedimento do time será arrumar todas as avarias da embarcação, bastante prejudicada pelas ondas e os fortes ventos dos mares do sul. A tarefa número um será trocar o mastro. Os franceses devem receber o equipamento, importado da Holanda, na quinta-feira (12).

“Estou bastante ansioso quanto a instalação do novo mastro. Fomos surpreendidos com a quebra quando estávamos no melhor momento da regata e caminhando para ganhar a segunda perna seguida. Confio no trabalho de terra da nossa equipe para deixar tudo pronto”, reforça Franck Cammas, que foi recebido com banquete de comida sueca no pavilhão da Volvo Ocean Race. “A primeira coisa que todos precisam é uma refeição quente e depois um banho”.

A tripulação está orgulhosa por fazer essa recuperação sem maiores danos ao barco e à saúde da equipe, que ficou dois dias parada em Punta del Este, no Uruguai. “Os caras fizeram um trabalho fantástico e estou muito feliz com o nosso terceiro lugar. O clima é de dever cumprido”, relata Franck Cammas – o pódio em Itajaí alçou o time ao segundo lugar na classificação geral.

Mastro de 32 metros será transportado por caminhão – Em Itajaí, os heróis do Groupama deixam os trabalhos nas mãos dos integrantes da equipe de terra. Um dos nomes desse time é o brasileiro Ricardo Ermel, veterano de duas Volvo Ocean Race. Ele será responsável, junto com a organização, a DHL e a Waiver Log, pelo transporte da peça emtre Curitiba (PR) e Santa Catarina.

O processo é um dos mais importantes para os franceses no Brasil. O mastro de 32 metros veio da Holanda por avião, para o aeroporto de Curitiba. Até Itajaí, distante 202 km, vai por estrada, em cima de um caminhão, escoltado pelas polícias Federal e Rodoviária. A chegada da peça está prevista para sexta-feira (13).

“Fizemos uma adaptação para facilitar o transporte. O processo precisa ser todo monitorado do aeroporto de Curitiba até a Vila da Regata. A estratégia das equipes de terra é fundamental para o andamento dos barcos nas regatas do porto e, principalmente, nas pernas”, conta Ermel.

Com o novo mastro disponível, a equipe de terra poderá fazer os testes necessários antes dos primeiros treinos para a Regata do Porto do dia 21.

Groupama reciclável – Na chegada do veleiro francês, crianças da escola municipal Maria Dutra Gomes surpreenderam os velejadores com uma maquete quase perfeita do barco verde. O detalhe é que a réplica foi construída com materiais recicláveis, como sobras de madeira, poliuretano, garrafas pet e latas de refrigerante.

A orientadora pedagógica Aurela dos Santos Camilo usou a passagem da Volvo Ocean Race para motivar alunos e pais a ter comprometimento com o projeto sócio-ambiental, que acabou indo mais além. “As famílias se uniram aos filhos e ficaram engajadas junto com toda a comunidade da escola. Isso uniu até pais separados”.

As garotas Andressa Coelho, Gabriela da Silva e Rafaela Nunes mostram a réplica aos velejadores na tarde desta terça-feira.

Festa da criançada – O Groupama foi recebido na Vila da Regata por crianças de cinco a sete anos, que vivenciaram pela primeira vez uma competição internacional. Segundo a professora do Colégio São José, Gerusa Nunes, os alunos realizaram durante o ano várias atividades ligadas à Volvo Ocean Race, como desenhos e maquetes dos veleiros. Por isso não faltou ansiedade no píer para dar boas vindas aos franceses.

“Itajaí tem história náutica e essa regata só vem reforçar essa nossa importância. Somos banhados pelo mar e temos o maior rio de Santa Catarina. Trabalhamos o tema com a garotada durante o ano e espero que mais escolas sigam nosso exemplo”, explica a professora Gerusa Nunes, que após a chegada do barco levou as crianças para conhecer as atrações da Vila da Regata. A maioria dos alunos torce para o Telefónica por causa dos brasileiros Joca Signorini e Horácio Carabelli.

Camper segue para Itajaí – O time do Camper se aproxima do Cabo Horn no caminho do litoral catarinense. E todo cuidado é pouco com as condições adversas de navegação para a equipe de bandeira espanhola e neozelandesa, já que o veleiro ficou quase uma semana parado no Chile para consertar avarias no casco. E os ventos empurram a embarcação ao extremo sul do planeta (ventos de até 30 nós e temperatura na casa de oito graus). “Coloco todas as camadas de roupa para suportar o frio”, relata o navegador Will Oxley.

Faltam menos de quatro mil quilômetros para a chegada do barco vermelho ao Brasil, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira (16). O Camper retomou a corrida no domingo (8), cinco dias depois de suspender a regata perto de Puerto Montt, no Chile.

“Estamos otimistas. Nosso ritmo é bom e conseguimos progredir. A confiança de todos no barco está voltando. Espero que o tempo não piore ainda mais, mas são coisas do Cabo Horn”, conta o tripulante de mídia Hamish Hooper.

Pontuação geral:
1º- Telefónica (Iker Martínez) – 147 pontos
2º- Groupama (Franck Cammas) – 127 pontos
3º-Puma (Ken Read) – 113 pontos
4º- Camper (Chris Nicholson) – 104 pontos *
5º- Abu Dhabi (Ian Walker) – 55 pontos
6º- Team Sanya (Mike Sanderson) – 25 pontos
* Barco ainda na regata

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