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Plano Contra Cheias no Vale do Itajaí

Governo do Estado anuncia nesta quarta-feira projetos para obras de R$ 135 milhões que integram pacote de R$ 2 bilhões em ações preventivas contra enchentes no Vale do Itajaí.

As assinaturas de editais começam a ser firmadas a partir desta quinta-feira, quando o governador Raimundo Colombo mostrará o Plano Diretor completo à população e às autoridades de Itajaí, Blumenau e Rio do Sul.

Em Itajaí, às 15h30min, no Teatro Municipal, o governador assina edital de licitação para a contratação dos Projetos da Construção das Comportas do Rio Itajaí Mirim.

O governador acredita que apresentar o plano é uma forma de tornar transparentes as ações previstas.

– Nosso objetivo é implantar essas medidas de forma gradual, mas constante, garantindo cada vez mais a segurança e a tranquilidade aos moradores do Vale do Itajaí – observa.

Serão assinados três editais para contratação de projetos de engenharia – todas na Bacia do Rio Itajaí, que abrange 53 municípios: um para sobrelevação das barragens de Taió e Ituporanga, outro para construção de comportas no Rio Itajaí-Mirim e, o terceiro, para aquisição de radar meteorológico, capaz de informar qual cidade será a mais atingida com até três horas de antecedência, além de mapear as áreas de risco de inundações e de escorregamentos.

As três ações custarão R$ 135 milhões. O plano completo compreende medidas estruturais e não-estruturais, como a retirada de moradores em áreas de risco de deslizamentos e enchentes. O valor de implantação é de R$ 2 bilhões.

Ele foi dividido em duas etapas. A primeira tem projetos para conter cheias menores com período médio de recorrência de 10 anos. A segunda envolve obras para prevenir e amenizar enchentes de médio e grande porte, que ocorrem, geralmente, em intervalos de 25 a 50 anos. Esta é a fase mais cara e custará cerca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o secretário de Estado da Defesa Civil, Geraldo Althoff, o cronograma de execução será conhecido hoje.

O projeto de prevenção foi feito por japoneses da Agência de Cooperação Internacional (Jica) e apresentado em setembro de 2011 à Defesa Civil do Estado.

As obras e as medidas traçadas só não seriam suficientes para evitar estragos como os causados pela enchente de 1983, no Vale do Itajaí.

A equipe já tinha feito estudo semelhante em 1988. Após as grandes enchentes da década de 1980 no Vale, o governo estadual também solicitou um projeto da Jica. As medidas nunca saíram do papel por falta de recursos e devido ao impacto social e ambiental que causariam. Naquela época, foram sugeridas construções de cinco barragens.

ENTENDA O PLANO
As ações
– Sistema de Monitoramento
– Alerta e alarme da Bacia do Rio Itajaí
– Sobrelevação das barragens de Taió e de Ituporanga
– Medidas de prevenção de escorregamentos em rodovias
– Construção de comportas no Rio Itajaí-Mirim
– Construção de sete barragens de pequeno porte
– Construção de uma barragem de médio no Rio Itajaí-Mirim
– Obras de melhoramentos nos canais dos rios Taió, em Rio do Sul, Timbó, Ilhota, e em Blumenau
– Obras de melhoramentos nos canais dos ribeirões Garcia e Velha, em Blumenau
– Construção de canal extravasor no Rio Itajaí-Açu
As oito novas barragens
– Duas barragens sobre o Rio Trombudo – capacidade para 11 milhões de m³.
– Barragem sobre o Rio Braço do Trombudo (Braço do Trombudo) – 4,4 milhões de m³.
– Duas barragens sobre o Rio das Pombas (Pouso Redondo) – 11,9 milhões de m³.
– Barragem sobre o Rio Taió (Mirim-Doce) – 6,6 milhões de m³.
– Barragem sobre o Rio Perimbó (Petrolândia) – 7 milhões de m³.
– Barragem sobre o Rio Itajaí-Mirim (Botuverá) – 15,7 milhões de m³.
 O projeto começa com:
Sobrelevação das Barragens
– Aumentará de dois para quatro metros a barragem Oeste, em Taió, e a barragem Sul, em Ituporanga. A capacidade da primeira será 19,5% maior no armazenamento do reservatório. A da barragem Sul será 18,3% maior. A obra custará R$ 33 milhões
Radar meteorológico
– O equipamento conseguirá dar previsão de curto prazo com até três horas de antecedência dos eventos adversos. A área de cobertura é de 200 quilômetros, com área de vigilância de até 400
Construção de comportas no Rio Itajaí-Mirim
– As comportas de regulação controlarão a vazão afluente proveniente do montante – local do rio que se situam antes das comportas – mantendo a vazão dentro da capacidade de escoamento. Elas também protegerão dos efeitos do refluxo proveniente da jusante – parte do rio que se situa depois das comportas – durante picos de enchente. O custo é de R$ 94 milhões
Fonte: Projeto de ampliação do sistema de monitoramento, alerta e alarme da bacia do Rio Itajaí, elaborado pela Secretaria de Estado de Defesa Civil, e Projeto Jica/ ClicRBS.

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