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Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável

Rio+20 tenta ampliar participação da sociedade civil

Depois de receber uma série de críticas sobre a pauta da Rio+20, conferência da ONU sobre Desenvolvimento sustentável, que acontece no mês de junho no Rio de Janeiro, o Brasil, como País anfitrião resolveu ampliar as discussões e a participação da sociedade civil no evento. De acordo com o embaixador André Corrêa do Lago, além do Aterro do Flamengo, utilizado durante a Eco-92, mais dois espaços devem ser criados para discussões e fóruns sociais: um na Quinta da Boavista e outro, mais importante, no Parque dos Atletas, bem ao lado do Riocentro, onde os representantes dos governos e chefes de Estado vão se reunir. “A Rio-92 marcou o Brasil e o mundo e queremos que isso se repita com a Rio+20″ disse o embaixador.

De acordo com Corrêa do Lago, a sociedade teve uma participação importante em 92 na pressão aos órgãos internacionais e que a ONU considera que a sociedade vai ter um papel chave no resultado final da conferência. A partir do próximo dia 16, vai estar disponível um site para discussões em todo o mundo para a escolha dos temas mais importantes na visão da sociedade. No final, serão levados os três mais importantes aos chefes de Estado, presentes na apresentação do documento final da Rio+20. “A Fórmula não é definitiva, nem é a ideal, mas consideramos que seja inovadora para garantir a participação de todos”, afirmou.

O embaixador disse que é fundamental que os resultados da conferência tenham não apenas impacto internacional, de acordo com a particularidade de cada país, mas que envolva a sociedade em projetos de longo prazo. “Não existe uma solução única para todos os países. Em 92 tínhamos a ilusão de que isso era possível, mas as realidades são muito distintas”.

Ele citou que o desenvolvimento aconteceu, mas foi bem diferente, por exemplo, na Malásia, na Índia ou mesmo no Brasil. “Tínhamos, há 20 anos, problemas econômicos que foram resolvidos, tínhamos graves problemas de desmatamento na Amazônia e hoje esse cenário mudou”, afirmou. (Fonte: Marcus Vinicius Pinto/ Portal Terra/ ambientebrasil.com.br)

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